domingo, 30 de agosto de 2009

Vitória Régia





Há tempos algo pulsava dentro de mim. Não sabia exatamente o quê. Mas, uma gana, um desejo de exteriorizar na tela uma imagem que não estava muito clara em minha mente. Até que, em um momento inusitado - em pleno treinamento no meu primeiro dia de trabalho no meu atual emprego - ao olhar para um calendário, vejo uma imagem: uma vitória régia!

Resultado: a tela "Vitória Régia - 2009" em tinta óleo.

sábado, 6 de junho de 2009

Outras telas


Descanso (2006) - a pintura e seu título já falam por si.















O Poeta (2006) - primeira aproximação da estética surrealista. Cada elemento da figura traz um significado que compõe o retrato do ser poeta.



Negra (2008) - A Bahia e as origens africanas sintetizadas na figura da mulher negra com seu tumbante e colares coloridos.

sábado, 23 de maio de 2009

O pincel acaricia a tela...



Esse foi o resultado da primeira aventura do pincel acariciando uma tela. "Pétalas do Cio (2005)" tornou-se capa do livro de poesias, com o mesmo nome, do autor Maurício Machado Galvão, meu companheiro, amante e amigo. Desenho próprio e pintura em tinta acrílica.





"Nu n'outono (2005)" foi o resultado da segunda aventura que, juntamente com "Pétalas no Cio", fazem parte de uma estética que busca enfatizar a aproximação da beleza feminina com a beleza natural. Lembra a estética da pintura clássica, porém sem as sofisticadas técnicas que enriquecem a pintura dessa época. Pintura em tinta acrílica.




"O Vaso (2005)", inspirado no poema Vaso: porcelana trabalhada, guarda terra, vasa água". Primeira pintura de natureza morta. Tinta acrílica.




"O Abacateiro da Janela (2006)" retrata uma imagem do fundo da casa de meus pais. Faz menção a coisas de grande importância que são subvalorizadas. O abacateiro, ávore frontosa e cheio de frutos, é admirado parcialmente e somente por trás da janela. O nome da tela pressupõe a supremacia desta frente àquele. O abacateiro é só uma imagem que a janela permitia nossos olhos alcançar, seus frutos e sua sombra não eram aproveitados.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sousplat: sofisticação também compõe a mesa



Os sousplat, também conhecidos como, "prato de apoio" ou "descanso de prato", trazem requinte e beleza à mesa. Nesses dois modelos, busquei estilos diferenciados que trazem identidade a ocasiões especiais e comemorativas. O sousplat preto e branco, com ramos e flores, traz elegância ao estilo contemporâneo. A utilização de gravuras florais em preto e branco está em alta. Já, o sousplat com motivo de frutas e pátina provençal resgata um estilo menos urbano e mais simples, ideal para ocasiões extrovertidas e menos formais.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

No foco: bandejas




Nessas peças utilizei a técnica da pátina provençal para destacar as alças e as arestas onduladas que possibilitam um formato moderno às bandejas.



As folhas e as flores foram pintadas utilizando a técnica "relevo frisado" que, além de proporcionar um certo volume ao desenho, não mistura as cores envolvidas, deixando frisos de cores que enriquecem a pintura.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Única regra: o charme




Mesinha para telefone com revisteiro em pátina provençal bége com arabescos em verde. A beleza de uma peça que nos remete à aconchegante "casa da vovó".



Cantoneira em pátina provençal branca e azul cinzento. Ornamentos distribuídos harmônicamente resgatam o estilo romântico à peça.




Criado-mudo com pátina provençal branca nas pernas e pátina de esponja na gaveta e na área superior. Nos cantos, motivos coloniais dão um toque a mais à peça.

Pátina provençal em alta

A pátina provençal surgiu no século XIX, na cidade de Provence, localizada no sul da França. Os nobres possuíam mais de uma casa e costumavam utilizá-las de acordo com as estações do ano. A cada mudança, levavam todos os móveis que possuíam, o que resultava no desgaste da mobília. Buscando imitar os móveis dos nobres, as classes menos favorecidas passaram a utilizar essa técnica que proporciona um efeito de desgaste natural e sofisticação. Geralmente, utiliza-se tinta branca sobre madeira escura com uma base de vela ou parafina que facilita a retirada da tinta com o auxílio de uma lixa. O segredo da técnica é escolher as regiões de desgaste de acordo com o formato da peça.


Banqueta em pátina provençal. Na almofada, galhos com frutos em tons pastéis enriquecem ainda mais essa simples peça.

Baú em pátina provençal e com desenho delicado de arabescos pintados de maneira especialmente harmônica, remetendo-nos à beleza de antiguidades.



Minicômoda com contornos laterais destacados pela pátina provençal. Delicados ramos pintados com a "técnica diluição" que utiliza maior quantidade de água na tinta, diluindo as cores somente em algumas partes do desenho, resultando um efeito de "nuvem" na pintura

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pequenas, mas notáveis peças...



Porta copos com suporte. Utilidade doméstica com arte e criatividade. Os motivos diferentes apresentam estilos distintos: do contemporâneo com arabescos livres em preto e branco; ao clássico com flores repletas de detalhes.


Os porta-incensos ganharam nova roupagem com as laterais em renda estilo colonial.

No alvo: cerâmicas

Cerâmica com superfície lixada, aparentando uma peça antiga, decorada com ramos livres em cores alegres. Os ramos abraçam a peça por inteira de maneira harmônica.

Panela de cerâmica decorada em bauermereley tradicional. Desenhos simétricos e cores vibrantes que remontam à pintura alemã. A renda sobre a tampa dá uma delicadeza à peça.

Mais pintura em móveis

Armário de cozinha trabalhado com a técnica "pano molhado" com aplique em bauermareley tradicional. O desenho do bauer relembra a pintura tipicamente alemã, com cores fortes e desenho simétrico.


Cômoda em pátina de esponja marrom sobre fundo claro. Gavetas centrais decoradas com bauermareley em desenho simétrico e em cores que se destacam sobre o fundo marrom, sem perder a simplicidade inspirada em móveis campestres.


Mesa de canto com borda lixada e ramos em bauermareley nas cores branco e cinza. Buscou-se a elegância dos tons pastéis com um desenho delicado que trouxesse movimento e lembrasse uma renda sobre a mesa.

Decoração e utilidade


Baú com pátina de esponja marrom sobre fundo claro, decorado com bauermareley estilizado e trabalhado nas cores marrom e bége. Os ramos e flor desenhados relembram um formato colonial que aplicados sobre uma peça de contornos retos, proporcionam à simplicidade um requinte singular.


Baús com técnica de "fita" e pintura em bauermareley. Elegância sem perder o ar interiorano do artesanato.



Caixa com pátina de esponja marrom e pintura com cores vivas que não se limita ao espaço da tampa, aproximando-se de um movimento real de folhas a cair sobre a caixa.

Móveis

A pintura pode estar presente em diversos lugares, materiais e peças. A foto ao lado é parte de uma cabeceira de cama, decorada com ramos e flores. A técnica utilizada foi inspirada no bauermareley tradicional, aplicado na madeira crua, trabalhada na cor branca e marrom. O ramo foi desenhado de forma livre, buscando naturalidade e movimento das folhas. O casal de flores no centro contribui para harmonizar o desenho de acordo com o formato da cabeceira da cama.


Nesta foto, podemos visualizar os ramos desenhados livremente nas extensões laterais da cama.

E nesta última foto, visualizamos a cabeceira inteira e o resultado da pintura: sofisticação e unicidade a uma cabeceira que, antes da pintura, era um móvel comum, mais uma unidade de determinado modelo produzido em série.